Publicado por: tonaoto | 3, fevereiro 2010

#prontomudei

só pra dar uma variada… 3 anos com o mesmo layout cansam

Publicado por: tonaoto | 31, janeiro 2010

14

Quando eu tinha 14 anos, minha amiga Sabrina era apaixonada pelo Juninho Paulista (er, eu sei…). Ela escrevia “Eu amo o Juninho” em todas as agendas, carteiras, paredes da sala, bancos de ônibus…

Um dia a Seleção foi jogar em Florianópolis contra a Dinamarca e ela decidiu que essa era a chance de conhecer o ídolo e “futuro marido” pessoalmente. Juntamos todas meninas e fomos fazer plantão no aeroporto, no estádio e no hotel em que eles ficariam. Foram dois dias seguidos de peregrinação,  andando de carona de um lado para o outro e de um canto para o outro da ilha! Tudo para que a Sabrina enfim conhecesse o Junhinho!

É, com 14 anos a gente se acha grande.

No fim das contas, depois de muita insistência, um dos seguranças do hotel se compadeceu com nossa história e deixou a Sabrina pular o muro e ir se encontrar com o Juninho! Para nós, aquilo foi muito incrível. Conseguimos realizar o sonho de uma grande amiga!

Eu tinha 14 anos e o Lucas, meu sobrinho prematuro, tinha recém feito 1 aninho.

+++++ time lapse+++++

Agora quem tem 14 anos é o Lucas. Ele já tem a minha altura e muita sorte: recém iniciado na vida do rock, já assistiu ao show do AC/DC e ontem esteve em São Paulo para assistir ao show do Metallica no Estádio do Morumbi.

Ele queria chegar cedo e ficar bem perto do palco. “Não na grade, mas uns 7 metros da grade tá bom”, ele dizia. Mas o tio dos amigos dele não quis chegar assim tão cedo assim, então ele resolveu ir sozinho mesmo.

Sozinho nada: fiz questão de acompanhar na fila até a entrada do estádio. Três horas e meia de fila! Se o ingresso não estivesse tão caro, entraria lá com ele pra garantir. Mas não deu. Então fiquei com ele até a entrada e confesso que o coração apertou quando o vi entrar sozinho naquele mar de homens de preto.

3 horas e meia. Fila. Homens de preto.

Depois de ter metade da missão cumprida, voltei pra casa para descansar, pois mais tarde teria que voltar lá para buscá-lo. Eu estava exausta!

Chegando em casa… quem disse que eu encontrava a chave? Revirei a bolsa inteira e nada de encontrar a maldita chave de casa. Devo ter perdido na confusão da fila no Morumbi, só pode.

Poxa vida… depois de tudo que eu tinha feito pelo Lucas, vamos combinar que eu não merecia essa, né…?

Bueno, quem tem amigos tem tudo, então parti pra casa da @fernanda_r e lá fiquei até a hora de voltar ao Morumbi para buscar o metaleiro. Lá, fiquei acompanhando as atualizações sobre o show pelo Twitter.

Pouco antes da meia-noite eu já estava lá debaixo do relógio da praça em frente ao estádio, como combinado, esperando o Lucas.

Acontece que o relógio é o ponto de encontro mais manjado de todos. E não foi nada fácil encontrar um cabeludo de preto no meio de um monte de cabeludos de preto por ali!

Enfim, meia-hora depois encontro meu “pequeno” sobrinho realizado e feliz da vida! E exausto, coitado…

E eu fiquei feliz de ter ajudado uma criatura de 14 anos a realizar um desejo que deve ter sido um dos maiores da minha geração quando tinha 14 anos.

Quisera eu ter uma tia assim quando eu tinha 14 anos!

++++++++

updade domingo à noite: mas como ter 14 anos é sempre ter 14 anos, a história do show do Metallica não terminou ali náo. O Lucas voltou para Curitiba de onibus sozinho e conseguiu PERDER o ônibus quando parou no Graal em Registro! Mas tudo bem, meia-hora e uma mãe descabelada depois, conseguiram colocar o guri em outro ônibus e agora ele deve estar quase na porta de casa! São e salvo!

Publicado por: tonaoto | 26, janeiro 2010

Que graça teriam os dias?

Parece que tem uma coisa apertando, que vai da garganta até a boca do estômago. Ou uma vontade constante de respirar bem fundo pra ver se passa. Às vezes vem como um enjoo, mas também parece falta de ar ou de fome, ou de sono.

Frio na barriga.

Os sintomas são muitos, e descrever é difícil.

O primeiro dia na escola, o segundo encontro, a mudança de emprego, ou no emprego, a formatura da faculdade. [O dia anterior a tudo isso. E o seguinte também]. Ouvir os primeiros acordes do telefone depois de uma tarde de espera. Acordar na manhã de Natal, ou de aniversário. Mais ou menos a mesma sensação de pecorrer uma montanha russa no escuro, pular numa cama elástica de olho fechado, ou ver um filme de suspense no cinema. Ou um mergulho numa tiroleza que começa a 100 metros de altura.

O frio na barriga chega de várias formas. A verdade é que quando ele vai embora deixa sempre a mesma sensação: quero mais!

A vida é uma grande sucessão de frios na barriga. E que graça teriam os dias sem isso?

Publicado por: tonaoto | 25, janeiro 2010

Aniversário de São Paulo

Daí que eu tava felizona com a programação do Aniversário de São Paulo. Afinal de contas, a cidade das mil opções culturais e gratuitas deveria fervilhar de atrações no feriado do seu aniversário.

Daí que eu fiz mil planos, entre eles assistir ao ensaio da Vai-Vai, ir ao show da Céu, da Paula Lima e ainda matar a saudade do Milton Nascimento.

Mas daí que São Pedro é um baita dum invejoso, e só porque ele não está de folga hoje resolveu encher essa cidade de chuva e simplesmente tirou toda a empolgação dessa pessoa.

E daí eu resolvi chafurdar num prato de brigadeiro e curtir mais um dia de pijamas em casa. Ouvindo a chuva.

Tudo por causa da #chuvasp.

Mas na verdade eu não estou reclamando. Foi muito bom arrumar uma bela desculpa pra simplesmente-não-fazer-nada em São Paulo!

Just like the old Tocantins‘ days…

Publicado por: tonaoto | 8, janeiro 2010

De alma lavada!

A virada do ano foi em um lugar mágico numa ilha quase intocada, cujo nome e coordenadas combinamos não mais mencionar.

O “lugar cujo nome não pronunciaremos” tinha uma praia com uns 800 metros de extensão e verde para todos os lados. Os morros faziam uma meia-lua verde abrigando a praia de fora a fora, e o mar verde terminava de completar a paisagem.

Ao final da faixa de areia, um rio desembocava no mar e ali nessa mistura salobra sentávamos para boas gargalhadas.

Quando o último sol de 2009 estava preparando para se despedir, uma nuvem carregada de chuva se revelou por detrás de um dos morros e a turma decidiu voltar para o camping, “antes que a chuva chegasse”.

Em bando, oito ou dez pés descalços começaram a atravessar os 800 metros que nos separavam do abrigo.

Nem era metade do caminho quando ela chegou. E chegou sem cerimônias, com pingos grossos, com jeito de quem aproveitava para chover a última chuva de dois mil e nove.

E era uma chuve bem chovida. Cada pingo pingava na pele com tanta vontade que chegava a doer. Os braços, o peito, a cabeça, os pés. Pingos doloridos!

E poucos segundos separaram os modos “seco” e “molhado” de nossas roupas e pertences. Em o que pareceu uma fração de segundo, estávamos encharcados!

Como a chuva vinha de frente, a primeira reação foi se esconder atrás dos mais altos. O Chicão, a prancha de surfe do Haruo e uma brancha de boddyboard serviam de abrigo. Como índios, formávamos fila uns atrás dos outros tentando fugir do ataque incisivo das gotas. O três então formaram um paredão e, de três em três fomos nos reunindo atrás, formando um compacto de gente. Para facilitar o passo, sincronizamos as passadas numa marcha quase harmônica. Nessa hora, até um grito de guerra foi improvisado!

Frustradas as tentativas de se proteger da chuva, pequei o Namorado pela mão e decidi enfrentá-la.

E assim encaramos aquela chuva como um banho de energia para o ano que se aproximava. De vez em quando eu não resistia e tentava abrigo atrás dele, mas a chuva era insistente! Então, encaramos frente-a-frente.

E assim percorremos os intermináveis metros que nos separavam do abrigo final.

Deixando pra trás, gota a gota, o que não precisava ser levado para o próximo ciclo.

E assim deixamos 2009 para trás. E seguimos em frente de alma lavada!

Publicado por: tonaoto | 4, janeiro 2010

Em 2009 eu…

- Saí do meio do nada e caí no meio de tudo,

- Morei em Tocantins, Santa Catarina e São Paulo,

- Trabalhei em Hidrelétrica, Política e Internet,

- Visitei Palmas, Minaçu, São Bento do Sul, Brasília, Rio de Janeiro, Corupá e uma ilha mágica perdida no litoral de São Paulo,

- Fui pular o carnaval solteira e me roubaram o coração no meio da Passarela,

- Conheci o namorado e com ele um monte de amigos,

- Fiquei mais próxima de grandes amigos e já estão virando irmãos,

2010 vai ter um trabalhão para superar 2009 em emoções…

mas já as vejo a caminho!

Feliz 2010 pessoal!

Publicado por: tonaoto | 3, dezembro 2009

Dezembro!

Eu queria vir aqui e contar um monte de coisas, e tal.

Mas aí a segunda-feira chega e é aquela coisa: seguuuuuuuuuuuuuunda-feira. E vem a terça e puf: sexta!

E assim chegou dezembro.

E assim setembro passou e eu nem contei direito como foi chegar aos 28 anos.

E assim passou outubro e o nascimento da Natália, a sobrinha caçula.

E assim passou novembro e o Lucas, o sobrinho mais velho realizou o sonho de assistir ao show do ac/dc aos 14 anos de idade.

E assim chegou dezembro. E eu to ainda assimilando a quantidade de coisas que tenho que entregar antes do final do ano no trabalho.

Bom, espero conseguir voltar pra fazer um balanço de um 2009 que começou no Tocantins e acabou em São Paulo.

Té mais!

Publicado por: tonaoto | 12, novembro 2009

Vai um trago aí?

Imagina aquele desejo de comer um creme de chocolate em gostoso (estilo chandele). Tu chega em casa, abre a geladeira bem feliz sabendo que tem um creme de chocolate na geladeira que TU PODES COMER sem se preocupar em passar mal. Senta bem feliz na mesa da cozinha enquanto seus amigos preparam seus lanches. Abre seu “chandele de soja”, como você carinhosamente batizou a sobremesa. Dá uma colherada, E ENCHE A BOCA DE CREME DE CHOCOLATE COM CIGARRO AMASSADO!!!

Imagina que alguém pegou um cigarro do maço, amassou bem amaçadinho num pilão (papel incluído), fez um creminho com o cigarro e resolveu misturar no chandele de chocolate!

Tá pensando que alguém pregou uma peça em mim? Olha, pode até ser, viu? Porque oito reais e cinquenta e nove centavos por um chandele de tabaco, só pode ser uma bela piada!

Só quem tem intolerância a Lactose sabe como é difícil encontrar produtos industrializados  aceitáveis pelo nosso organismo.

Eu descobri a intolerância a lactose em 2005. No início era praticamente impossível fugir de produtos com leite – TUDO tem leite nessa vida. Mas nos últimos quatro anos as coisas melhoraram, a indústria descobriu esse nicho de mercado e começaram a surgir uma série de produtos para intolerantes em geral.

Só que tem um problema. E é aí que entra esta criatura aí em cima: ninguém consegue fazer algo gostoso de verdade!!

Só nos resta ir no método da tentativa-e-erro. Sair experimetando tudo o que surge por aí. A chance de quebrar a cara é grande.

O Darwin, roomate-também-intolerante-a-lactose, é meu parceiro nessa e vivemos trocando figurinas. Ele acompanhou meu drama e caiu na gargalhada! Então anunciei:

- Darwin, tenho uma sobremesa de-li-ci-o-sa pra tu experimentar!

Ao que ele respondeu:

- Só se for para acompanhar meu saboroso suco sabor Beje, também conhecido como suco de soja Naturis sabor pêssego!

Publicado por: tonaoto | 22, outubro 2009

Me sentindo solidária

Depois de:

1.Entregar esfirras quentinhas recém-compradas pra um mendigo na rua,

2. dar presentes de Dia das Crianças pra CIGS, e

3. Levar um prato de comida prum boliviano-vendedor de lenços,

Percebi que São Paulo me deixou um tanto solidária quando, no último sábado, encontramos uma bolsa novinha com todos os documentos dentro no meio da rua. Quem encontrou foi a . Mas logo todas nos sentimos responsáveis pelo caso.

Nossa missão a partir de então virou: Encontrar a Helena

Era hora de balada e estávamos na Vila Madalena. O primeiro impulso foi procurar o bar mais próximo e ver se a dona estava lá. Depois, no bar aonde estávamos indo, e nada. Na verdade, nos dois bares houve registros de bolsas roubadas (que beleza, hein?), mas a Helena não estava em nenhum dos dois.

Daí, chegamos ao nosso bar, com a tal bolsa em punho, e começamos a pensar no que fazer: ligar pro Banco, pra Faculdade, pro Ticket, pro Bilhete Único, sei lá!

Nessas horas eu faço o que eu gostaria que fizerem se eu estivesse na situação: Se algum dia alguém encontrar um documento sequer meu na rua, POR FAVOR, TENTEM ME ENCONTRAR!!!

Aí, tivemos a luz: Orkut!

No celular-mega-powaer-3g da Fê, colocamos o nome completo da Helena no Orkut e a primeira foto já entregou: “Achamos, achamos, é ela!!”
(tá certo que nessa hora fomos muito espertinhas e não colocamos o nome completo, e sim o nome que ela assina no RG, que é o primeiro e o terceiro, e não o primeiro e o último, como a maioria das pessoas faz)
Na hora deixamos um scrap pra ela. E aconteceu uma coisa super bizarra que se repetiu durante todo o domingo também: o Orkut apagava todos os scraps nossos para a Helena!! Estranho, não?

Domingo até entrei numa comunidade da Vila Madalena no Orkut e deixei um aviso: se alguém conhece alguma Helena que tenha sido roubada no sábado, entre em contato!!

Enfim. Ao final do domingo a Fê chegou a me ligar: alguma notícia da Helena?

Nada.

Até que na segunda-feira pela manhã, chegou um e-mail: “Helena left you a new scrap”

Antes de abrir a página, anunciei na sala:

- Meninas, meninas, a Helena entrou em contato!!! (ahahaha, todas as meninas da agência compadecidas com a história)

E então, Final feliz!! Liguei pra ela (tadinha, disse que estava chorando desde sábado) e ela foi buscar a bolsa no dia seguinte na casa da Fê.

O mais engraçado é que ela falou: “Vocês foram super inteligentes de terem ido direto ao Orkut me procurar!!”

Ahaha, no que a Fernanda explicou: “Somos jornalistas, né?”

A Fê me ligou na hora para contar como foi o encontro, toda feliz de termos cumprido mais essa boa-ação, e completou:

“Não quero nem ver quando chegar o Natal, vamos estar insuportaveis com amor pra dar e vender”

Ahahahahahahah

Publicado por: tonaoto | 20, outubro 2009

Desde Cuba, con cariño

- Papi, quantos frangos vc comeu na vida?

- Como vou saber isso? Eu não faço contas com a comida.

- Papi, se tu tens 53 anos e cada mes recebes uma libra de frango do açougue, só tens que saber quantos meses vivestes. Quando tiveres este número o divides por quatro libras , que é mais ou menos o que pesa um frango normal.

- Minha filha, quando eu nasci os frangos não vinham pela libreta (de racionamento)

- Ah papai, tu queres me fazer acreditar que antes, nos açougues, te vendiam todo o frango que quisesses…

Esse para mim é o diálogo mais impressionante do livro “De Cuba com Carinho”, de Yoani Sanchez – que estou lendo desde a semana passada. A autora cubana começou a escrever um blog há pouco mais de dois anos e provavelmente não tinha ideia da proporção que ele tomaria. Tanto que logo virou um livro. Em Generación Y ela conta as histórias de sua vida e do dia-a-dia. Seria um blog-diário como outro qualquer, não fosse o fato de que Yoani vive em Cuba, um país que insiste em um sistema que já se provou falido. O fechamento do país, que inicialmente se justificava para preservar a produção interna, já mostra sinais de cansaço – como um velhinho debilitado que insiste em dizer que tem forças para morar sozinho.

Os relatos de Yoani Sanchez chocam. Como é possível viver em um país em que internet, hotéis e outros “luxos” estão lá somente para atender aos turistas? Num país que decide se você pode ou não comprar uma tv/casa/frango/passagem para o exterior? E ainda assim escolher ficar em vez de fugir?

Felizmente a internet permite que, apesar de não poder deixar legalmente seu país, os cubanos consigam se espalhar pelo mundo, com seus relatos e protestos. Yoani se finge de estrangeira para usar a internet em hotéis. Usa o twitter pelo celular. Assim vai fazendo a sua parte para que algo finalmente mude por lá.

Hoje, 20 de outubro de 2009, é dia de blogacción pelo mundo. Cada um ajudando do seu jeito a espalhar ainda mais o apelo de Yoani e todos os cubanos:

Se me ocurre usar los kilobytes, acogerme al filo de la palabra que es también cortante y hace crecer preceptos más duraderos que el machete. Recorran la red, pues, los cinco puntos de esta blogacción como el toque a degüello contra el control, el autoritarismo y la censura:

- Libertad de opinión

- Libertad de acceso a Internet

- Libertad para entrar y salir de Cuba

- Libertad de asociación

- Libertad para los presos de consciencia

- Libertad para Cuba

Yoani Sánchez

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