Era 1973 e quatro casais e mais alguns familiares partiram pela zona rural do norte goiano rumo à paróquia mais próxima a cavalo. Eles moravam na região que anos depois foi o embrião da Grande SS, zona rural do município de Paralá. Mas não me perguntem como foram parar lá.
Só sei que um dia eles precisaram ir até a paróquia de Paralá. Zé, Tereza, os outros três casais e mais uns familiares. Partiram ao todo 16 pessoas. E eles contaram com a ajuda de alguns vizinhos de grito para atravessar o primeiro obstáculo, o Rio Tocantins.
Sobe morro, desce morro, cerrado. Viola, pandeiro, cantoria. Na primeira noite, dormiram na casa de uns parentes.
Sobe mais morro, desce mais morro, mais cerrado. Oração, catira. No meio do caminho, um fazendeiro não teve escolha a não ser oferecer pouso aos 16 viajantes que rumavam à paróquia de Paralá.
Sobe outros morros, desce outros morros, o mesmo cerrado. Cansaço. No final da noite, chegam à paróquia de Paralá. Não foi difícil distribuir os membros do comboio em casas de familiares que moravam “na rua”.
Nos três dias que se seguiram, Zé, Tereza e os outros três casais festejaram os quatro casamentos realizados na paróquia de Paralá.
Diz a Tereza que achava que tava indo pra uma festa qualquer… e foi surpreendida com o próprio casamento!
O registro civil do casório foi realizado só alguns anos depois, quando Zé e Tereza aproveitaram para registrar os três filhos mais velhos: Edjan, Edirene e Ezirene.


2 respostas Até agora ↓
Thiago Faria // 29, Abril 2008 às 5:58 pm |
Olá, vocês tem o contato do Maiconay? Gostaria de entrevistá-lo…ou alguém que saberia me contar a história dele, vi no blog que foram vcs que o “descobriram”.
Oto // 30, Abril 2008 às 12:11 pm |
Não gosto de imaginar nossa região em 1973! Eu sei que meu pai levava 2 dias na estrada de chão, viajando de Goiânia até Colinas! Têm gente que ainda reclama da modernidade!