Não, vocês não sabem o que dois anos e meio de Tocantins são capazes de fazer com a cabeça de uma pessoa.
Vocês não sabem.
Por exemplo, até o início do ano se eu tivesse com fome, eu ia ao supermercado Bom Preço e pedia um pão de queijo e um toddynho. Era simples, de todas as opções já testadas, essa combinação era a única que não me decepcionava.
Agora, em São Paulo, eu estou com fome, vou ao Pão de Açucar e simplesmente saio de lá com fome, porque tem tanta opção que eu não consigo escolher nenhuma. Ainda não sei o que é legal, o que é gostoso, o que vai me fazer mal (pq eu não posso ingerir lactose, mas lá no TOCA eu estava no modo TOCA e essas frescuras urbanas não me atingiam). Hoje comprei o pão do cachorro quente e esperei chegar em casa pra matar a fome, porque não consegui decidir entre nenhum dos petiscos para comer no caminho pra cá.
Era mais fácil conviver com menas opção. Beeeem mais fácil.
Quer dizer, não é que tem uma escola de espanhol perto da minha casa. TEM TRÊS. Aí eu tenho que ir nas três escolas, fazer o orçamento, teste de nivelamento, conhecer as instalações, pra ver qual das três me agrada mais.
Não era mais fácil ter só uma e aí eu fico satisfeita com o preço, o nivel e as instalações e fim?
Eu não sou uma pessoa exigente. Não me deem opções.
Acho até que esse post poderia inclusive render um belo ensaio sobre o processo de desenvolvimento cognitivo e intelectual de uma pessoa que cresce no interior pacato e restrito do TOCA versus uma criatura que cresce no meio da borbulhante e diversificada São Paulo. Eu poderia. Mas não vou.
*Tradução livre para o paulistanês: Orra meu, tudo isso?


1 resposta Até agora ↓
Guilherme // 9, Julho 2009 às 3:46 pm |
Vc não tem 15 dias de Sampa e seus comentários já estão ficando muito complexos e filosóficos demais para cabeça de um ex quase talvez ainda palmeiropolense…