Tô, não tô

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Oi e tchau

16, Abril 2009 · 2 Comentários

Então… daqui algumas semanas o Projeto Tocantins chega ao seu fim. Ao seu fim, porque o meu fim no Tocantins chegou dia 15/03, quando finalmente voltei a morar na civilizaçao. Sim, estou em Florianópolis deste então.

E isso explica o abandono neste pobre blog… sem TOCA no dia-a-dia, não tinha mais histórias pra colocar aqui.

Acontece que eu estava deixando pra voltar aqui e contar uma história bem legal dizendo que acabou o Projeto Tocantins e que eu estava indo para um lugar novo e bem mais legal. Só que esse dia ainda não chegou, eu não sei ainda pra onde vou depois do Projeto Tocantins e por isso acabei não vindo mais aqui…

Bom, este post é pra dar uma satisfação enquanto penso o que fazer com o blog!

Beijos

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Para não perder a balsa

12, Março 2009 · 4 Comentários

Fique de olho nos horários

Fique de olho nos horários

Foto do meu amigo Luzzi, que faz tempo que não me aventuro praqueles lados!

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O Psit

10, Março 2009 · 1 Comentário

“Lá vem o Psit!”

É a senha. De bate-pronto, os mais vacinados colocam a mão sobre o copo, recolhem maços de cigarro e protegem seus pratos!

O Psit talvez seja a figura mais conhecida de Palm Springs. Ele anda pelo meio da rua, sem ligar muito que a calçada é logo ali. Sempre de roupas surradas e rasgadas, mas cada dia com uma roupa diferente. Não conversa, mas dá pra perceber que ele sempre sabe quando estão falando dele. Caminha com os pés descalços e sabe muito bem aonde ir nos determinados horários do dia.

Na hora do almoço, fica perto do restaurante de Palm Springs. Mas pela manhã ele já passou na padaria do supermercado Modelo e à noite sabe que canal é vagar pelos espetinhos e os bares. Ele fica na espreita e, quando menos se espera, avança na mesa de um incauto cliente em busca de um maço de cigarros, um copo de coca cola ou um pedaço de carne.

Tem gente que dá o que tem, só para que ele simplesmente saia dali. Só que o Psit sabe ser esperto quando quer e escolhe direitinho seu alvo. Ele já gravou quem tem cigarro e já vai direto pras mesas-chave.

É capaz de fumar um maço inteiro em menos de meia-hora, se tiver alguém para fornecer. Coloca o cigarro na boca e dá várias tragadas seguidas, sem se importar com a cinza acumulada na ponta, até que o último milímetro seja fumado.

Nas horas de folga, ele vaga pela rua sem destino, mordendo a parte gorda da mão e soltando grunhidos indecifráveis.

Cidade pequena é igual em tudo quanto é lugar, inclusive as das novelas. Quem não se lembra do Jamanta, Tonho da Lua, Emanuel? O Psit é o personagem doidinho de Palm Springs.

O Psit é daqueles de quem os adultos de afastam e as crianças têm medo.

Ele já fez um tratamento em Anápolis, patrocinado pela prefeitura, alguns mandatos atrás. Dizem que depois de internações e remédios fortíssimos ele chegou ao ponto de travar uma conversação com o motorista que o trouxe de volta. Chegou até a trabalhar. Mas aí não teve continuidade e voltou à estaca zero.

Reza a lenda que um dia algumas damas da sociedade, incluindo uma certa primeira-dama de então, resolveram fazer uma faxina no Psit. Levaram ele lá pro Apertado da Hora para um banho completo. Acontece que se encantaram com o tamanho do documento do rapaz, não resistiram e… ui, prefiro nem imaginar essa cena…

Psit com o documento à mostra, para desespero da Cláudia!

Outra mania do Psit é andar com os documentos à mostra (clique na imagem se tiver coragem)

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Rapidinha: nomes estranhos

16, Fevereiro 2009 · 2 Comentários

***rapidinha do TOCA***

No salão de beleza Cristiana, Cláudia e Jovenilda conversavam e o assunto da vez era nomes estranhos.

Cristiana consolava a amiga: Jovenilda nem é tão feio assim. Tem outros piores!

Mas Jovenilda não se convenceu: Ah não, Jovenilda é muito feio! Eu já até pensei em trocar, mas fui batizada com esse nome. Se eu trocar, Deus não vai saber mais quem eu sou!

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O dia em que “roubaram” o Uno

10, Fevereiro 2009 · 4 Comentários

Acabei de chegar de viagem. Era noite já. Na hora em que dobramos a esquina da nossa rua: “ué, cadê o Uno?”  Ontem quando saí ele estava exatamente aqui na frente de casa!!!

Nessa hora, três coisas passaram pela minha cabeça ao mesmo tempo:

1. Roubaram o Uno

2. Algum amigo precisou do Uno

3. Estão tirando com a minha cara

Acontece que o Uno vermelho mora na rua desde o dia em que o resgatei da garagem usando uma pinguela, e ficou impossível guardá-lo de volta.

Entrei em casa pra me certificar de que tudo estava aqui dentro.  Não, não tinha havido um assalto e sim, a chave estava aqui no porta-chaves! Logo, a hipótese de um “empréstimo” foi descartada.

Não acreditei no que vi quando não encontrei ele onde tinha deixado. Não é possível que alguém tenha roubado o Uno! Quem ousaria? Qualquer um que visse o Uninho andando por Palm Springs pilotado por um estranho notaria que alguma coisa está errada!!

Fui então perguntar na casa vizinha. Três velhinhos saíram lá de dentro e não sabiam de nada. Um deles disse:

- Olha, eu vi o carro hoje cedo, até tava passando as máquina do asfalto e eu ia falar com o meu sobrinho, pra ele tirar o carro, mas aí vi que não era o uno dele e aí …blablabla… 

Então ligamos pra um amigo, pra saber se ele sabia de algo – a possibilidade de estarem tirando uma com a nossa cara ainda não tinha sido descartada!

Mas não, ele não sabia de nada.

O próximo passo foi ligar para o prefeito: Se passaram com as máquinas do asfalto, é possível que um guincho tenha tirado o carro?

- Não, – disse o prefeito – e não foi hoje que passou a máquina, foi ontem!

Eu ainda não acreditava que alguém tivesse roubado o Uno Vermelho! Eu ria de nervoso, só conseguia rir!!

Até que a velhinha vizinha me chamou e disse que ia me mostrar um carro que ela achava estanho que estava num lote vazio aqui na rua. Eu não dei muita bola, e chamei a Cláudia pra ir à delegacia prestar queixa! Finalmente a ficha havia caído: roubaram o Uno em Palm Springs!

Foi então que um vizinho veio de longe falar comigo:

- Esse aqui sabe! – disse a velhinha vizinha.

Aí o moço começou a contar:

- Sabe o que é, moça? É que ontem os homens queriam passar as máquinas do asfalto. Eles precisavam tirar o Uno dali. Chamaram, chamaram, e ninguém atendia na sua casa. Então uma hora eu vi uma moça chegando [era a diarista] e ela me entregou a chave do Uno. Eu peguei o carro, coloquei ali naquele terreno baldio do lado da minha casa e devolvi a chave. Quando terminou o serviço do asfalto, não tinha mais ninguém em casa pra devolver o carro pro lugar.

Cláudia e eu rolamos de rir!!Mal conseguimos terminar de ouvir a explicação do moço!

Assim que me recuperei, atravessei a rua e lá vi, no meio do capim alto do terreno baldio, o Uninho querido estacionado esperando ser resgatado. Se ele não tivesse tão sujo, teria dado um beijo nele!! (não no vizinho, no Uno ahahaha)

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Das tradições tocantinenses…

9, Fevereiro 2009 · 1 Comentário

Curioso. Sexta-feira achei que tinha algo errado quando cheguei em casa no fim de tarde e na casa vizinha havia pelo menos dez bicicletas estacionadas. E pelo menos duas motos.

Entrei em casa e aqui fiquei. Deu pra perceber que o vizinho improvisou uma varanda na lateral da casa, com bambus e lona. Pelo muro deu pra ouvir que muitas pessoas conversavam, bebiam e até riam.

Umas três horas depois, quando fomos sair de casa para jantar, já estava escuro e levamos um susto: pelo menos uns 15 carros já tinham estacionado na rua e o número de bicicletas já havia triplicado!

Algumas pessoas conversavam descontraídas na frente da casa.

Em mais de um ano morando aqui na rua, jamais tinha registrado tamanho movimento! Mas logo foi possível deduzir uma coisa:

Se não é festa é velório.

Quando fomos sair de carro, lamentando que assim perderíamos nossa vaga, fiz questão de passar em frente à casa pra satisfazer a curiosidade. Posicionada na calçada da casa vizinha, uma placa iluminada dizia:

Funerária Santa Luzia – Luto em Família
Favor fazer silêncio.

É o famoso “beber o morto”. Como a cidade é pequena, todo mundo tem algum tipo de relação com alguém que conhece alguém que é parente do morto. Assim, velórios viram acontecimentos!

Isso sem contar o famoso carro de som:
É com pesar que a família de Saturnino de Brito comunica seu falecimento. O enterro será neste sábado às 11 horas da manhã

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Seis coisas tocantinenses

2, Fevereiro 2009 · 3 Comentários

Recebi essa corrente da Clarissa, e não erei eu a quebrá-la. A corrente, ou meme, manda escrever seis coisas sobre mim e depois passas pra seis pessoas. Vou fazer dentro do ‘projeto editorial’ do blog, vamos lá!:

1. Domingos são os dias mais longos da semana pra mim. Ninguém sai na rua em Palm Springs e nada do comércio está aberto. Dormir, ficar na internet e tomar uma cerveja com os amigos são a programação mais frequente por aqui.

2. Um dia comprei uma bicicleta pra diminuir o uso do carro em Palm Spring. A idéia era me locomover como o pessoal daqui faz, comprar pão, visitar amigos, essas coisas. Mas o sol aqui é tão forte que me impede de qualquer luxo outdoor durante o dia, e não acho nem um pouco atraente a ideia de pedalar com uma sombrinha na mão, como se faz por aqui. 

3. Faz dias que tenho desejo de cachorro-quente, daqueles de rua, vendidos no carrinho. O máximo que temos aqui é o X-dog vendido no ‘pitdog‘.

4. Já me programando para ir embora, coloquei alguns itens a venda, como bicicleta e antena parabólica. Antes mesmo de distribuir cartazes a notícia já tinha corrido e em um dia os dois já estavam vendidos.

5. Desde que mudei pra cá já atropelei: 1 gato, 3 passarinhos, 1 cachorro, 3 raposas, 2 gambás e já coloquei o carro atrás de muitas siriemas só pra ver elas correndo desesperadas!

6. Cansei de morar no Tocantins!

Agora passo a tarefa adiante para:

Baratinha
Histórico Contador
Impressão Digital
zelda D.O.G.

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Assalto e morte – coisa de cidade grande

28, Janeiro 2009 · 2 Comentários

Troca de tiros, perseguição policial e morte. Palm Springs está virando mocinha!

O caixa eletrônico de uma usina hidrelétrica foi roubado ontem por quatro homens armados que renderam seis vigias noturnos. Na fuga, levaram dois dos reféns e um carro da empresa. Ao deparar com a polícia, os assaltantes fugiram e um refém levou um tiro no pescoço.  Deixaram ali os reféns, o carro e o caixa eletrônico.

Os policiais fizeram uma varredura na zona rural e fecharam todas as estradas de terra. No final da tarde, um assaltante chegou ao hospital “todo peneirado”, segundo informações de enfermeiros. A polícia diz que ele morreu com três tiros.

Segundo testemunhas, um policial teria dito “descarreguei toda minha metralhadora e não acertei nenhum tiro!” – ainda bem que essa metralhadora não foi descarregada no refém, em quem os policiais atiraram pensando se tratar de um bandido.

Testemunhas ainda contam que a família do refém baleado foi agredida por policiais no hospital, e parte está presa até agora. Pastelão!

A propósito, já é o segundo assalto desse tipo em três meses. Estariaa região de Palm Springs virando rota deste tipo de quadrilha?

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Das vantagens de morar no TOCA

27, Janeiro 2009 · 1 Comentário

Faz meses que temos um problema na porta dos fundos aqui de casa. É de madeira, e bastou entrarmos no período de chuvas a bendita começou a inchar! Sim, começou a ficar maior que o próprio vão.

Agora posso dizer publicamente (sem correr maiores riscos) que passamos um mês inteiro com uma cadeira pesada a  barrar a abertura da porta e garantir a segurança da casa. De novo!

Isso deve ser uma coisa normal, pois hoje fui chamar o marceneiro e tentei explicar:

- Preciso dar uma olhada na minha porta, ela tá…

- Inchou? –  completou o marceneiro, sem me deixar terminar a frase.

Pois ele veio aqui, arrancou a porta, levou pra marcenaria, trouxe a porta arrumada, instalou devidamente… e foi embora.

Enquanto ele instalava, eu estava ao telefone. Quando me toquei que o serviço estava concluído fui até a marcenaria perguntar quanto eu devia.

- Nada, traz aí um refrigerante pra gente que está tudo acertado!

Aaah, onde mais no mundo isso seria possível?

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Pérolas do Norte

27, Janeiro 2009 · Deixe um comentário

Cuidado, não entre
(estou avisando)

 

Um aviso com exatamente estas palavras está afixado em uma casa na saída de Palm Springs, sentido Minacity. Guilherme que me contou e disse que deu até medo de ir lá e tirar uma foto para publicar aqui…

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