Tô, não tô

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O Psit

10, Março 2009 · 1 Comentário

“Lá vem o Psit!”

É a senha. De bate-pronto, os mais vacinados colocam a mão sobre o copo, recolhem maços de cigarro e protegem seus pratos!

O Psit talvez seja a figura mais conhecida de Palm Springs. Ele anda pelo meio da rua, sem ligar muito que a calçada é logo ali. Sempre de roupas surradas e rasgadas, mas cada dia com uma roupa diferente. Não conversa, mas dá pra perceber que ele sempre sabe quando estão falando dele. Caminha com os pés descalços e sabe muito bem aonde ir nos determinados horários do dia.

Na hora do almoço, fica perto do restaurante de Palm Springs. Mas pela manhã ele já passou na padaria do supermercado Modelo e à noite sabe que canal é vagar pelos espetinhos e os bares. Ele fica na espreita e, quando menos se espera, avança na mesa de um incauto cliente em busca de um maço de cigarros, um copo de coca cola ou um pedaço de carne.

Tem gente que dá o que tem, só para que ele simplesmente saia dali. Só que o Psit sabe ser esperto quando quer e escolhe direitinho seu alvo. Ele já gravou quem tem cigarro e já vai direto pras mesas-chave.

É capaz de fumar um maço inteiro em menos de meia-hora, se tiver alguém para fornecer. Coloca o cigarro na boca e dá várias tragadas seguidas, sem se importar com a cinza acumulada na ponta, até que o último milímetro seja fumado.

Nas horas de folga, ele vaga pela rua sem destino, mordendo a parte gorda da mão e soltando grunhidos indecifráveis.

Cidade pequena é igual em tudo quanto é lugar, inclusive as das novelas. Quem não se lembra do Jamanta, Tonho da Lua, Emanuel? O Psit é o personagem doidinho de Palm Springs.

O Psit é daqueles de quem os adultos de afastam e as crianças têm medo.

Ele já fez um tratamento em Anápolis, patrocinado pela prefeitura, alguns mandatos atrás. Dizem que depois de internações e remédios fortíssimos ele chegou ao ponto de travar uma conversação com o motorista que o trouxe de volta. Chegou até a trabalhar. Mas aí não teve continuidade e voltou à estaca zero.

Reza a lenda que um dia algumas damas da sociedade, incluindo uma certa primeira-dama de então, resolveram fazer uma faxina no Psit. Levaram ele lá pro Apertado da Hora para um banho completo. Acontece que se encantaram com o tamanho do documento do rapaz, não resistiram e… ui, prefiro nem imaginar essa cena…

Psit com o documento à mostra, para desespero da Cláudia!

Outra mania do Psit é andar com os documentos à mostra (clique na imagem se tiver coragem)

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Rapidinha: nomes estranhos

16, Fevereiro 2009 · 2 Comentários

***rapidinha do TOCA***

No salão de beleza Cristiana, Cláudia e Jovenilda conversavam e o assunto da vez era nomes estranhos.

Cristiana consolava a amiga: Jovenilda nem é tão feio assim. Tem outros piores!

Mas Jovenilda não se convenceu: Ah não, Jovenilda é muito feio! Eu já até pensei em trocar, mas fui batizada com esse nome. Se eu trocar, Deus não vai saber mais quem eu sou!

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Das tradições tocantinenses…

9, Fevereiro 2009 · 1 Comentário

Curioso. Sexta-feira achei que tinha algo errado quando cheguei em casa no fim de tarde e na casa vizinha havia pelo menos dez bicicletas estacionadas. E pelo menos duas motos.

Entrei em casa e aqui fiquei. Deu pra perceber que o vizinho improvisou uma varanda na lateral da casa, com bambus e lona. Pelo muro deu pra ouvir que muitas pessoas conversavam, bebiam e até riam.

Umas três horas depois, quando fomos sair de casa para jantar, já estava escuro e levamos um susto: pelo menos uns 15 carros já tinham estacionado na rua e o número de bicicletas já havia triplicado!

Algumas pessoas conversavam descontraídas na frente da casa.

Em mais de um ano morando aqui na rua, jamais tinha registrado tamanho movimento! Mas logo foi possível deduzir uma coisa:

Se não é festa é velório.

Quando fomos sair de carro, lamentando que assim perderíamos nossa vaga, fiz questão de passar em frente à casa pra satisfazer a curiosidade. Posicionada na calçada da casa vizinha, uma placa iluminada dizia:

Funerária Santa Luzia – Luto em Família
Favor fazer silêncio.

É o famoso “beber o morto”. Como a cidade é pequena, todo mundo tem algum tipo de relação com alguém que conhece alguém que é parente do morto. Assim, velórios viram acontecimentos!

Isso sem contar o famoso carro de som:
É com pesar que a família de Saturnino de Brito comunica seu falecimento. O enterro será neste sábado às 11 horas da manhã

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Visita do Loro José

25, Janeiro 2009 · 1 Comentário

Hoje acordamos com uma criatura gritando no nosso ouvido, parecia vir do vizinho. Parecia que gritava “manhê”, ou “olhalá”, e tinha horas que parecia um bebezinho conversando ou chorando…

Levamos o dia inteiro nos incomodando com esse barulho, querendo jogar pedra no vizinho, até que começamos a achar que o som estava ficando cada vez mais alto!

Então, fui investigar e descobri essa agradável visita andando pela pia (sim, aquela pia que fica na rua!):
dsc01817

E ele passou o dia inteiro zanzando pelo nosso quintal, atrapalhando nosso descanso… No início fiquei com medo de assustá-lo, mas foi só dar a mão que ele veio todo faceiro! Mas aí veio a preocupação:

O que fazer com ele??

dsc018201

Logo percebemos que cada vez que o bichinho “falava” o vizinho respondia alguma coisa.  Então devolvemos:  “está aqui”, aahaa e o vizinho veio buscar o papagaio. E ainda perguntou “vocês não perceberam que ele passou o dia inteiro me chamando?”

"negôô"

"negôô"

Essa já é a segunda surpresa desse tipo que recebemos num domingo de manhã.

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Daqui até lá…

19, Outubro 2008 · Deixe um comentário

Pouca gente consegue imaginar como é difícil morar numa cidade de interior. Ainda mais interior do TOCA. Então, meu amigo Guilherme elaborou (e eu editei) uma pequena lista com as distâncias que precisamos percorrer para ter acesso a alguns itens básicos de sobrevivência (ta, ta, alguns nem tanto…). Tem gente que deve perguntar “mas como eles vivem sem isso?”. Calma, pra tudo temos uma solução:

1. bisnaguinha seven boys ou picolé kibon – 80 km por estrada de terra;
->pão de trigo e sorvete caseiro – 50 metros

2. viagra, (Guilherme diz: ‘nunca precisei, mas dizem que Porangatu tem’) – 160km
->
baru (castanha) serve pra mesma coisa – 5 metros

3. sushi-220 km,
->tucunaré frito- alguns metros até a casa de algum amigo pescador

4. chupar kiwi no pé – 1500 km
->chupar caju no pé – 10 metros (manga, mangaba, tamarindo)

5. banco itaú – 80 km de estrada de terra/ 110 km por asfalto;
->algum amigo pra socorrer até vc poder ir ao banco – 20 a 50 metros

6. banho de mar – 1400 km;
->banho de rio tocantins – 38 km

7. shopping center sem segurança – 500 km; (isso porque ele foi assaltado no Parkshopping em Brasília)
->Regional Modas, super segura – 500 metros

8. calibrador de pneu digital – 80 km por estrada de terra/ 150 km por asfalto;
->calibrador de ar ‘visual’ – 30 metros

9. cinema – 220 km;
->dvd do eduardo costa ao vivo passando no bar  – 200 metros

10. amigos que deixei pra trás- 1200 km;
->amigos que vou deixar prá trás – 12 cm a esquerda do peito (que querido)

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Teste de segurança

30, Julho 2008 · 3 Comentários

1. ao chegar na delegacia da sua cidade, você corre o risco de encontrar uma rede estendida em frente ao guichê de informações? Com um policial de chinelos dormindo nela?

2. ao sair do carro, percebe que uma das janelas ficou aberta e não volta para fechá-la?

3. um amigo perde a carteira no centro da city e vão atrás dele no escritório devolvê-la? Com tudo dentro?

4. a porta da sua cozinha é fechada por dentro com uma cadeira? e a da frente às vezes passa noites sem ser chaveada?

Se você respondeu SIM a duas ou mais destas perguntas, PARABÉNS!

Você mora em Palm Springs, Grande SS ou Paralá!!

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Verão 2008

28, Julho 2008 · 1 Comentário

Frio, geada, cachecol e edredon não fazem mais parte do meu calendário. E eu acho isso bom!

Porque aqui, no Tocantins, no momento é verão!! Tá, tá, muita gente deve estar pensando “ah, mas lá é calor o ano inteiro, que diferença faz?!”.

A diferença é que aqui estamos oficialmente na Temporada de Praias – Verão 2008 do Estado do Tocantins!

E essa temporada vem com tudo que uma temporada tem direito: campanhas na mídia sobre cuidados com a pele no verão, promoção de festivais culturais nas praias, estrutura montada com barracas e palco, explosão de vendas de biquini nas lojas, prefeituras trabalham em meio-período… gente, é verão mesmo!

O que acontece é que em julho temos o auge da formação das “praias” de rio. Como parou de chover em abril, e só volta em outubro, os rios naturalmente ficam mais baixos, e em combinação com alguns pontos de extensão de areia, formam-se praias ao longo do curso do Rio. Depois, em agosto, setembro e outubro, o rio fica baixo demais e não é possível aproveitar tanto.

As cidades que têm o previlégio de abrigar algumas dessas praias tiram proveito do ponto turístico. Aqui, é o caso da Grande SS e de Paralá. Palm Springs tem que se contentar com pequenas faixas de praia em fazendas da zona rural.

Divulgação - Governo do Tocantins

Divulgação - Governo do Tocantins

Instalam barracas de comércio nas praias, têm estrutura para camping e promovem show nos finais de semana. Esta foto é um exemplo de como ficam as praias na temporada – todas são muito parecidas.

E as praias parecem com as que a gente conhece no litoral. Parecem uma praia beeem calminha, sem ondas. Nas primeiras vezes é muito estranho entrar na água e perceber que ela não é salgada!

Este show foi em Paralá, no último sábado:

Pepe Moreno

O curioso é que, como é inverno oficialmente no Brasil, aqui não poderia ficar de fora e fica bem frio durante a noite.  Então, ao mesmo tempo que as lojas se abastecem de biquinis para a temporada, também começam a aparecer nas vitrines botas, casacos grossos e gorros e luvas.

E na praia, como a programação rola o dia inteiro, as barracas vendem muito picolé e cerveja gelada. Mas ao longo do dia vão preparando o caldo que vai ser servido à noite. E todo mundo toma. Tem de costela, xambari, peixe e feijão e são especialmente quentes e picantes.

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Clone de uno vermelho

26, Julho 2008 · 2 Comentários

Pois agora… o marido da minha manicure me disse ainda pouco que me viu hoje cedinho saindo de Palm Springs. Buzinou e eu não respondi.

- Mas não era eu! protestei.

- Claro que sim, seu uninho vermelho desviou de mim que eu vi – contestou.

Como assim, se eu acordei às 9h e ainda não tirei o uninho vermelho da ‘garagem’ hoje?

Uma breve investigação confirmou minhas suspeitas: uma das empresas que atuam aqui na Grande Palm Springs no início do mês substituiu a frota de palios e stradas brancos e pratas por simpáticos e nada discretos unos vermelhos!

Como assim não sou mais o único uninho vermelho da city?

Estou ainda digerindo a informação. Pesando os prós e contras.

Só espero que estes motoristas não resolvam enfiar os seus respectivos unos vermelhos em lugares suspeitos – vai que sobra pra mim! Até que eu prove que não era eu no uno vermelho visto por aí em estabelecimentos de propósito duvidoso e em frente a garagens alheias , no mínimo isso vai render algumas piadinhas do pessoal da ‘firma’…

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Quatro rodas, muitos olhos…

23, Junho 2008 · 1 Comentário

Ou… da série “Você sabe que já está muito tempo no Toca quando…”

Essa nem é culpa do Toca, ou de Palm Springs. É coisa de cidade pequena, mesmo. E de pessoas que trabalham e convivem 24h por dia.

O Adriano foi deixar a Cláudia em casa e perguntou:

- A Denise foi viajar?

- Não, por que?

- O jeito que ela estacionou o carro, é jeito de quando ela vai viajar…

Ahahah! Como assim? Vou lá perguntar pro Adriano como é que é o jeito que eu deixo o carro quando vou viajar!!

Definitivamente já estou há muito tempo no Toca!

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No caminhão da mudança

19, Junho 2008 · 4 Comentários

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