Curioso. Sexta-feira achei que tinha algo errado quando cheguei em casa no fim de tarde e na casa vizinha havia pelo menos dez bicicletas estacionadas. E pelo menos duas motos.
Entrei em casa e aqui fiquei. Deu pra perceber que o vizinho improvisou uma varanda na lateral da casa, com bambus e lona. Pelo muro deu pra ouvir que muitas pessoas conversavam, bebiam e até riam.
Umas três horas depois, quando fomos sair de casa para jantar, já estava escuro e levamos um susto: pelo menos uns 15 carros já tinham estacionado na rua e o número de bicicletas já havia triplicado!
Algumas pessoas conversavam descontraídas na frente da casa.
Em mais de um ano morando aqui na rua, jamais tinha registrado tamanho movimento! Mas logo foi possível deduzir uma coisa:
Se não é festa é velório.
Quando fomos sair de carro, lamentando que assim perderíamos nossa vaga, fiz questão de passar em frente à casa pra satisfazer a curiosidade. Posicionada na calçada da casa vizinha, uma placa iluminada dizia:
Funerária Santa Luzia – Luto em Família
Favor fazer silêncio.
É o famoso “beber o morto”. Como a cidade é pequena, todo mundo tem algum tipo de relação com alguém que conhece alguém que é parente do morto. Assim, velórios viram acontecimentos!
Isso sem contar o famoso carro de som:
É com pesar que a família de Saturnino de Brito comunica seu falecimento. O enterro será neste sábado às 11 horas da manhã

