Projeto Tocantins · Tô não tô

Já plantei árvores, agora publiquei um livro

<<primeiro, deixa eu ir ali pegar um espanador de pó pra tirar os paranhos que se instalaram por aqui>>

Agora vamos lá!

Plantar um filho, escrever uma árvore e ter um livro, não necessariamente nesta mesma ordem, dizem ser os itens indispensáveis para uma vida completa.

É isso mesmo?

Durante o Projeto Tocantins, tive uma série de oportunidades de plantar árvores. Não foram poucas as vezes que realizamos, ou participamos de, eventos que tinham como mote a plantação de árvores, então essa parte aí da sabedoria popular eu certamente já cumpri. Se por acaso restar alguma dúvida, está aí nossa Árvore da Felicidade que cresce sem parar desde junho do ano passado aqui no cantinho verde da casa, e um dia certamente vai parar em terra firme:

Se alguém tiver dúvidas, é aquela ali, maior de todas

Eu sempre tive pra mim que publicar um livro seria a parte mais difícil desse “plano de metas”. (Vamos combinar que fazer/ter um filho não é mistério pra ninguém, né?). Está certo que minha profissão é escrever, mas sempre imaginei que publicar um livro fosse algo super complexo, que envolveria ser escolhido/aceito por uma editora, horas e mais horas em frente a uma máquina de escrever computador, imprimir obrigatoriamente centenas ou milhares de exemplares, fazer um lançamento/coquetel/noite de autógrafos e obrigar a família e os amigos a comprar todos os livros para não sobrar nas prateleiras.

Mas daí que um belo dia, meu queridíssimo pai descobriu o tal do Clube de Autores e eu fiquei me perguntando como não inventaram isso antes? O Clube de Autores (e outros sites do gênero que acabamos descobrindo depois) é tipo a alforria dos escritores anônimos e amadores, a libertação de projetos engavetados, a personificação de bites e bites de textos arquivados em blogs.

Hoje em dia, qualquer um pode criar um blog e começar a escrever. Fazendo isso direitinho, pode ocasionalmente atrair leitores, que podem eventualmente transformarem-se em fãs. Leitores e fãs que, se tivessem a oportunidade, comprariam um livro publicado por aquele autor/escritor/blogueiro. E agora este pobre escrevinhador pode dar-se ao luxo de ver suas palavrar publicadas em papel. Simples e [quase] fácil como criar um perfil em uma dessas dezenas de redes sociais por aí. E ele pode ainda estipular um preço e receber um dinheirinho toda vez que alguém comprar um livro seu.

Tudo isso pra contar que não me fiz de rogada e entrei nessa também. Reuni todos os textos do Projeto Tocantins e fiz um livro. Simples assim! Fiz como um agrado para presentear grandes amigos que participaram integralmente do projeto, e que ganharam um espacinho especial na dediatória.

E se alguém mais quiser tirar a prova, pode ver aqui ó.

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Projeto Tocantins · Tô não tô

5 anos!

Essa semana o Blog fez 5 anos!

Com altos e baixos, mas estamos aí, há 5 anos na ativa. Confesso que às vezes fico desapontada comigo mesma, pois podia aproveitar muito mais e melhor esse espaço. Mas não faz meu tipo fazer dele um diário, e gosto de procurar sempre coisas relevantes pra por por aqui.

Cinco anos atrás, o Blog  foi criado pra contar as peripécias de uma jornalista recém-formada trabalhando em um projeto no interior do Tocantins. Mais precisamente Palmeirópolis, carinhosamente apelidada de Palm Springs, vizinha das não menos famosas Grande SS (São Salvador do Tocantins) e Paralá (Paranã). Muitas coisas curiosas aconteceram naqueles anos… afinal, era um cenário tão diferente do que estávamos acostumados! Lá, fiz grandes amigos pra vida inteira, que hoje estão espelhados pelo Brasil.

Naquela época, contava os dias para ir embora e voltar a morar na civilização. Às vezes, meu mantra era “eu vou até o fim, eu vou até o fim”. E aguardava ansiosamente o tão distante abril de 2009, que no fim virou março de 2009. E agora morro de saudades daquele tempo! (ok, ok, só de algumas coisas e pessoas)

Hoje olho pra trás e vejo o quanto aprendi morando lá. Principalmente quando fui morar em São Paulo, e me via em umas situações muito piores do que aquelas passadas no Tocantins. Mas sempre lembrava do meu mantra. E fui até o fim. Até onde eu aguentava. Mas em São Paulo, a coisa era diferente, eu não tinha um projeto com data marcada pra acabar. Então, São Paulo acabou quando eu vi que não precisava mais estar lá. Foi uma decisão difícil, mas hoje agradeço todos os dias por ter encarado tudo e todos e voltado pra Floripa.

Morando em Floripa, nossa querida civilização, não tenho mais coisas curiosas e divertidas pra contar. Mas tento manter o Blog pra mostrar o meu ponto de vista sobre todas as coisas, meu mundo, e arredores…

5 anos de Tô, não tô:

226 fotos
264 posts
445 comentários
40.215 visitas (desde nov/2007)
467 no dia mais visitado (21 de março de 2011)
691 visitas ao post mais famoso (Maconay – atualizado)
2.487 visitas ao post Bolinhas Mágicas, de pessoas que buscam no Google os termos “bolinhas que explodem dentro da mulher”
Projeto Tocantins · Tô não tô

Lembra do Maconay?

Hoje, por curiosidade, resolvi pesquisar aqui no blog o que eu tinha postado nos 30 de abril de outros anos e me deparei com esse post aqui.

Três anos atrás, dia 30/04/2008 saiu uma matéria sobre o Maconay na Folha Online, dizendo que ele era o novo Jeremias. Naquele ano, o video do Maconay cantando “dirobiro dei”explodiu na rede, e eu ouvi relatos até de que tinha CDs dele sendo vendidos na Sta Ifigênia, em São Paulo! Fui inclusive procurada por um publicitário que queria levar um show do Maconay para a festa de fim de ano da firma!

O Maconay foi o assunto que rendeu o primeiro recorde de acesso ao meu Blog, que só foi superado nesse ano, com um post sobre o Dia Mundial da Água.

Já tinha ouvido relatos de pessoas que passaram recentemente por Palm Springs e me contaram que o Maconay continua o mesmo: sai à noite nas ruas da cidade cantando e tentando vender seu CD, nem sempre com muito sucesso.

Mas encontrei uns videos novos no Youtube que me trouxeram boas surpresas e me fizeram voltar no tempo.

Esse com o 1º show do Maconay em Palmeirópolis, em março de 2011

E cantando um pot-pourri com clássicos de festa americana anos 80

Projeto Tocantins · Tô não tô

Sobre prefeituras e desvio de verbas

Minha boa e velha São Salvador do Tocantins já viu dias mais limpos…

O que o CQC mostrou ontem em Barueri é muito mais comum do que imagina nossa vã filosofia, vejam só:

MPE ajuiza ação contra prefeito, primeira-dama e secretária municipal de São Salvador

22/03/10 15h57

O Ministério Público Estadual (MPE) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) – por ato de improbidade administrativa com pedido cautelar de indisponibilidade de bens – contra o prefeito reeleito de São Salvador, Denival Gonçalves da Cruz, a primeira-dama e Secretária de Ação Social, Emivan Moura Facundes, e Eliete Moura Facundes, irmã da primeira-dama e Secretária Municipal de Finanças. Os três são suspeitos de distribuírem, em 2008, cheques, materiais de  construção e passagens de ônibus aos cidadãos de São Salvador, município a 420 Km de Palmas. A ação foi protocolada por volta do dia 11 de março.

As doações feitas com cheques ou bens, em grande maioria pela primeira-dama na Secretaria de Ação Social, subiram de 9, em 2005, para 268 em 2008, ano das eleições municipais e que tinha o prefeito à época, Denival Gonçalves da Cruz, como candidato à reeleição. Além do aumento de mais de 2977% no número de pessoas beneficiadas com as doações, o valor total dos cheques distribuídos pularam de R$ 3.462,50 em 2005 para R$ 172.189,12 em 2008, o que poderia sinalizar finalidade eleitoreira, segundo o promotor de Justiça Substituto de Palmeirópolis, Reinaldo Koch Filho.

“São Salvador possui apenas, de acordo com informações do Cartório Eleitoral de Paranã, 2.694 eleitores. Desses, 236 receberam doações em 2008, o que significa que 8,7% dos aptos a votar nas eleições municipais foram beneficiados com doações da  Secretaria de Ação Social de São Salvador”, argumenta o Promotor de Justiça Substituto, na Ação Civil Pública.

No documento, consta que as testemunhas ouvidas pela Promotoria de Justiça de Palmeirópolis e beneficiadas com possíveis concessões, concedidas pelo prefeito municipal ou com sua anuência, não configuram pobres ou miseráveis. São funcionários  públicos, assalariados, que possuem moradia própria e, em alguns casos, até veículos. Segundo o Promotor de Justiça, a condição socioeconômica dos beneficiados ouvidos já descaracteriza o caráter assistencial das doações e reforça a tese de que os cheques,  telhas e demais bens foram distribuídos objetivando a reeleição do prefeito Denival Gonçalves.

Dentre as testemunhas arroladas na ACP, algumas alegaram não ter recebido cheque ou dinheiro, apenas produtos, embora existam cheques nominais emitidos a elas. Segundo Reinaldo Koch Filho, tais fatos configuram provável desvio do dinheiro público, uma vez que os beneficiários nunca receberam os valores constantes nos cheques nominais. O Promotor de Justiça também  destaca que as doações não eram justificadas, apenas constando tratar-se de auxílio financeiro a pessoa carente, o que se mostrou inverídico, uma vez que até marido de secretária municipal recebeu o referido auxílio.

Ainda de acordo com a ACP, o prefeito municipal de São Salvador, possivelmente, procedeu de forma indevida ao fracionar despesas públicas visando burlar a realização de processo licitatório. Denival Gonçalves é suspeito de ter autorizado e subscrito a emissão de  inúmeros empenhos em valores inferiores a R$ 8.000,00, mas que somados, de longe ultrapassam o limite estabelecido na Lei das Licitações. O documento ressalta que o prefeito reeleito sequer teve a diligência de registrar o motivo da dispensa do certame  licitatório.

Por todos os motivos acima descritos, o Promotor de Justiça Substituto de Palmeirópolis requereu, dentre outras coisas, que, imediatamente, mediante provimento liminar, seja deferida tutela de urgência, para determinar as providências necessárias a indisponibilidade dos bens móveis e imóveis dos três gestores municipais envolvidos até o valor de R$ 172.189,12. A liminar foi deferida em 12 de março, dia posterior à protocolização da ACP, pelo Juiz Substituto da Comarca de Palmeirópolis, Manuel de Faria Reis Neto.

O Promotor de Justiça requereu também que os suspeitos sejam integralmente condenados pelas infrações ao artigo 9°, caput, da Lei 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa). Logo, requisita que os gestores municipais sofram as penalidades descritas no  artigo 12° da mesma Lei, que dentre outras coisas prevê: perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; ressarcimento total do dano; perda de função pública porventura existente; suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; pagamento de multa civil até três vezes o valor do dano etc. (Da assessoria de comunicação do MPE)