Projeto Tocantins · Tô não tô

Isso sim é o Brasil

Estive em Prata, uma cidade que fica no pontal do Triângulo mineiro e estou mais convencida de que aquilo sim é a cara do Brasil. Vejam o que encontrei por lá:

1. Calor
2. Para jantar, espetinho, caldo e aipim
3. Pimenta, muita pimenta
4. Carro de som comunicando a morte e convidando para o velório

E o que não encontrei por lá:
1. Coentro (ufa!)
2. Taxímetro – a viagem custa 10 reais pra qualquer canto da cidade
3. Tampo no vaso sanitário dos banheiros de locais públicos

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Quatro rodas, muitos olhos…

Ou… da série “Você sabe que já está muito tempo no Toca quando…”

Essa nem é culpa do Toca, ou de Palm Springs. É coisa de cidade pequena, mesmo. E de pessoas que trabalham e convivem 24h por dia.

O Adriano foi deixar a Cláudia em casa e perguntou:

– A Denise foi viajar?

– Não, por que?

– O jeito que ela estacionou o carro, é jeito de quando ela vai viajar…

Ahahah! Como assim? Vou lá perguntar pro Adriano como é que é o jeito que eu deixo o carro quando vou viajar!!

Definitivamente já estou há muito tempo no Toca!

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Já tem nome para o bebê?

Quando minha irmã estava grávida, teve a maior dificuldade para escolher nomes para o bebê. A cada nome bonito que sugeríamos, ela lembrava de um conhecido ou filho de conhecido que tinha esse nome. Nomes de meninos, mesmo, os melhores já estavam todos ocupados na família paterna do bebê. Um problema sério.

Quem tem família grande tem que rebolar para encontrar um nome bonito que ainda não tenha dono.

Agora, imagine uma cidade com menos de 7 mil habitantes, (2 mil em alguns casos), onde todo mundo, se não é da família, é amigo. Já pensou? Sobram muito poucas possibilidades.

Para se ter uma idéia, no posto de saúde daqui as fichas dos pacientes foram organizadas nas gavetas da seguinte forma:
Gaveta 1: Antônio, Maria, José, João
Gaveta 2: A a L
Gaveta 3: M a Z

Para não cair na vala comum dos Antônios e das Marias, o povo aqui do TOCA apela para a criatividade.

E das misturas de nomes e variações sobre o mesmo tema, vão surgindo Hanikelis, Euflozinas, Rezendes (primeiro nome), Diones (pronuncia como o Indiana), Neyandersons, Kyvia Kellems, Wigneis, Senhorinhas, Jesuzelenas, Eldeltrudes, Denys Rhanders, Franksangelos, Hauseneidys, Hywardas, Cleidinirces, Karpejanes … e por aí vai.

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Velocidade Máxima

Inevitavel voltar de uma estada em Florianópolis sem fazer algumas comparações com relação ao modo de vida cidade grande versus cidade pequena. Desta vez, achei alguns pontos em comum.

Por exemplo: vagas de estacionamento.
Este é um grave problema de Florianópolis, no centro, na praia, no continente. Quando finalmente achamos uma vaga, descobrimos que ela já tem dono: o flanelinha. E ele cobra de 2 a 10 reais pra te emprestar a vaga por tempo indeterminado.

Em Palm Springs este problema também é muito sério. Na Avenida das Palmeiras, quando a gente acha que finalmente encontrou uma vaga, chega perto para estacionar descobre que ela jé tem dono: uma bicicleta. Que foi devidamente estacionada ali, apoiada no meio fio, ocupando quase o espaço de um carro. Eu, que não prezo muito pela estética na hora de estcionar, nem hesito muito e já deixo o carro lado a lado com as bicicletas (o que não é tarefa fácil, o risco de esbarrar numa delas é grande). O interessante é que normalmente as bici logo saem dali, o que deixa uma distância de quase 1 metro entre carro e meio-fio. Nem ligo.

Me estresso muito toda vez que tenho que estacionar na Av. das Palmeiras.
Outro grave problema das grandes cidades: O trânsito.

Em Florianópolis, como sempre em todos finais de ano, a velocidade máxima nas estradas raramente passava dos 40km/h, por causa do trânsito de turistas.

Já na Grande SS, a velocidade máxima não pode passar dos 40 km/h o ano inteiro, por causa do trânsito

de adultos que não usam a calçada nem por decreto
de crianças que acham que a rua é o quintal de casa
de cachorros que se acham no direito de dormir/caminhar/cruzar/se coçar no meio da rua
de galinhas atravessando a rua
de pintinhos seguindo as galinhas

O que torna a passagem por ali muito tensa.

Isso sem falar que qualquer velocidade acima de 30 km/h simplesmente não combina com a Grande SS.

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Aeroporto

De vez em quando umas pessoas que vêm a Grande SS ou Palm Springs resolvem evitar a longa jornada avião até Brasília+avião até Minacity+carro até Palm Springs e então fretam um avião para vir de Brasília direto.

E preferem se aventurar nos aeroportos daqui.

E hoje vou mostrar pra vocês o Aeroporto Internacional Regional Rural de Grande SS.

Assim como em Congonhas, esta pista tem um sério problema quando chove.

Um grande caos!
Tem que convocar homens com equipamento necessário (força e tábuas) para conseguir desatolar o avião no menor tempo possível!