Tô não tô

Redes Sociais, Inovação e Empreendedorismo na Era Digital

Ontem fui a um workshop com o Gil Girardelli sobre Redes Sociais, Inovação e Empreendedorismo na Era Digital.

Muitas das coisas que ele falou são um grande apanhado de números e constatações apresentados de milhares de formas diferentes na web. O que ele fez foi juntar tudo em uma palestra atrativa e ziguezagueá-las em 212 slides.

Alguns insights da palestra:

  • O http://www.nomedaempresa.com tende a desaparecer, pois cada vez mais o consumidor quer poder interagir e compartilhar conteúdos;
  • A moeda do século XIX é a reputação
  • Ser jovem hoje não tem a ver com idade, mas com como você encara as mudanças
  • 20 pessoas+20 amigos = 8.000 conexões
  • O mundo está em BETA
  • Novas profissões: evangelista de redes sociais, facilitador de comunidades, estrategista de mídias sociais
  • O que eles fazem? Analisam métricas, incentivam conexões, monitoram reputação
  • Onde? Em pelo menos 97 redes sociais e 250 ferramentas de monitoramento em tempo real

Os cases mais legais apresentados:

Pepsi Fefresh Everything: convida os consumidores a postarem suas ideias ou projetos. As ideias mais votadas serão patrocinadas pela Pepsi com valores de 5 mil a 250 mildólares.
Pro Publica: site de notícias com o lema “copie nossas ideias”. Ganhou o Prêmio Pullitzer em 2010.
Seti Home: doe a cexão de seu computador por algumas horas para ajudar o estudo de vidas extra-terrestres.

Eu Lembro:
em quem você votou? O site ajuda você a monitorar as ações dos políticos que você ajudou a eleger.

Mocha: aprenda qualquer idioma à distância. Em troca, ensine alguém a falar o seu idioma.
Índios Online: um portal e rede social para e sobre índios.
Addict-o-Matic: coloque uma palavra/marca na busca e ele cria uma página reunindo todos os sites que falam desta palavra/marca em um só lugar.

A palestra:

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Tô não tô

Um mundo de conexões

Umas semanas atrás, a Carta Capital publicou uma reportagem da The Economist  sobre a comunicação e as mídias digitais hoje. Pra um trabalho aqui na agência, eu acabei tendo que fazer um resumo da reportagem. Confesso que não foi fácil. Minha primeira edição ficou enorme e precisei reduzir a dois ou três parágrafos. Para não jogar o trabalho fora, resolvi publicar a integra aqui.

Quem tiver interesse em ler, fique a vontade!

(tá grande, eu sei, mas tá valendo!)

O mundo nesta rede


As redes sociais estão mudando a forma como as pessoas se comunicam, se divertem e trabalham. Uma reportagem especial da revista inglesa The Economist, publicada no Brasil passada pela Carta Capital, traça um panorama deste fenômeno e mostra que as tecnologias de relacionamento social são muito mais robustas do que seus críticos pensam e estão criando benefícios consideráveis para os negócios a que se destinam.

  • Efeito de rede e lucro

O Facebook, por exemplo, levou quase 5 anos para conquistar os primeiros 150 milhões de usuários e apenas oito meses para dobrar este número. O objetivo dos criadores do Facebook é conectar o máximo possível da população mundial através da rede e, então, fazer com que os usuários a utilizem como acesso principal à internet.

Quanto mais pessoas se juntarem chamado “efeito de rede” de sites como Facebook, Orkut, Myspace, maiores são os insights que os negócios terão sobre a natureza dessa relações. E quanto mais eles souberem sobre o que interessa às pessoas mais capazes serão de lucrar com esse conhecimento.

  • Espaço aberto para os pequenos

Estes serviços de relacionamento online podem ser encarados como os maiores, mais rápidos e mais dinâmicos grupos de discussão do mundo – o que pode ser uma dádiva para empreendedores que não têm orçamento folgado para pesquisas de mercado.

Ao dar aos empreendedores acesso grátis à sua audiência, Twitter e Facebook estão colocando os bagrinhos no mesmo nível dos leviatãs, como Starbucks e Dell, no que diz respeito à difusão de suas mensagens em um mercado de massa.

Experiências realizadas por pequenas empresas ao redor do mundo comprovam que as redes sociais podem atrair um público diferenciado que nem sempre as mídias convencionais garantem. Uma empresa de alimentos usou o Twitter para avisar aos clientes, em tempo real, em qual lugar da cidade seus pequenos caminhões estariam servindo. Uma confeitaria dos EUA, com 94 mil fãs no Facebook, posta uma senha diária que pode ser trocada por um bolinho grátis em suas lojas. Uma fábrica de tortas nos EUA começou a utilizar o Twitter para avisar seus seguidores que novas tortas estavam prontas. Em pouco tempo, atingiu os primeiro milhar de seguidores. Krystin Rubin uma das donas da fábrica conseguiu resumir o motivo do sucesso: “Ele tem uma espécie de credibilidade de rua que falta à mídia tradicional”.

  • Empreendimento 2.0

Enquanto as pessoas estão cada vez mais acostumadas a compartilhar e colaborar fora do ambiente de trabalho, elas estão começando a ter a expectativa de que as empresas devem ter lugares mais abertos e colaborativos também. Muitas companhias estão organizadas em “silos estritamente separados em termos regionais, funcionais e linhas de produção, tornando difícil para as pessoas compartilhar informações em um círculo mais amplo do que seus colegas imediatos.

Como conseqüência, muitos esforços são duplicados e informações valiosas tendem a ser entesouradas em vez de compartilhadas. No mundo corporativo, este tipo de entesouramento leva à perda de lucros.

As redes sociais estão também sendo usadas para quebrar barreiras internas no mundo corporativo. Algumas corporações estão permitindo que seus funcionários tenham perfis nas redes sociais e compartilhem informações sobre seu trabalho. O argumento é que isso ajuda as corporações impessoais a parecer mais humanas aos olhos de seus clientes. Mas a maioria das companhias ainda está profundamente desconfortável com a idéia, principalmente pelo receio de seus empregados deixarem vazar informações estratégicas.

Isso tem provocado o interesse das redes de Empreendimento 2.0 adaptadas para o mundo corporativo. Elas funcionam praticamente como o Twitter, MSN e o Facebook, mas deixam informações fora da internet aberta, protegidas por um firewall.

Embora este seja apenas o começo, as companhias dizem que estas iniciativas já estão acelerando o compartilhamento de conhecimento e as comunicações internas. Serviços como Yammer e Chatter criam um ambiente de trabalho mais aberto ao deixar que as pessoas vejam em que os outros estão trabalhando e encorajando o compartilhamento. Num trabalho de produção de conhecimento, por exemplo, em vez de gastar 6 a 8 horas em busca de informações, us funcionários podem se valer de redes sociais para conseguir os dados e utilizar o tempo restante para outras coisas.

  • Recrutamento inteligente

Existem redes como o Facebook e o Orkut, que se destinam principalmente a sociabilizar os amigos, e outras voltadas para assuntos relacionados ao trabalho – a mais famosa delas no Brasil é o Linkedin. Os sites voltados a profissionais já estão com grande impacto no mercado de trabalho e têm atraído cada vez mais a atenção dos recrutadores corporativos.

As vantagens para quem busca um profissional são muitas. A principal delas é que os usuários visitam suas páginas pessoais frequentemente, e seus perfis estão sempre atualizados, com conteúdo rico em informações que ajudam aos recrutadores a ter uma boa percepção do candidato, sem ter de ficar destrinchando currículos detalhados.

Uma companhia de telecomunicações afirma ter economizado mais de 1 milhão de dólares no ano passado usando o sistema do Linkedin, que produziu bons candidatos para seus empregos mais rapidamente que os canais normais de recrutamento. Já os usuários das redes têm ao seu dispor o que o presidente do site, Reid Hoffman, chama de sistema de “sonar ativo”, que divulga suas principais aptidões em um amplo mercado de trabalho com um esforço mínimo e que depois recolhe as respostas que são enviadas de volta. Além de economizar dinheiro, as empresas têm a chance de conduzir os candidatos mais apropriados para os cargos adequados.

A reportagem original, em inglês está aqui: (A word of connections).