Projeto Tocantins

Ficha suja na praça

Paula* e Bebeto* resolveram ir à locadora pegar um filme, lá no centro de Palm Springs.

oºoºpausa para uma breve descrição do cenário palmspringter de locação de dvdsºoºo

São duas as locadoras existentes. Ambas só alugam filmes pirata, que provavelmente são comprados a R$2 de algum representante que deve passar periodicamente por aqui. Digo periodicamente, porque o último filme do Batman, por exemplo, já estava disponível para locação uma semana depois de lançado. Cada filme é alugado por R$2 o dia, mas se tu atrasares a devolução não tem problema. Três filmes saem por R$5.  Veja bem, alugar três dvds não significa ver três filmes, uma vez que nem sempre os discos estão em perfeito estado. Uma beleza, não? Para melhorar, a locação dispensa cadastramento prévio. Basta o locatário dar seu nome e endereço, que são devidamente anotados em um pedaço de papel que é guardado junto com outros pedaços de papel dentro de uma capinha vazia de dvd.

Certo?

oºoº despausa da breve descrição do cenário palmspringester delocação de dvdsºoºo

Pois então, Paula e Bebeto esbarraram em um dilema ao decidir em qual locadora alugar o filme:

Paula: Eu não posso ir na Califórnia Films*, to com um filme lá em casa desde novembro que esqueci de devolver!

Bebeto: Pois eu não posso ir na outra, to com uns seis filmes de lá desde o meio do ano passado!!

Paula: Então fazemos assim, vamos na Califórnia e tu vai lá escolher um filme com o teu nome.

Chegando à locadora, Bebeto se sentiu inseguro:

Bebeto: Tá, não tem como eu escolher um filme sozinho, vem aqui me ajudar. Ele não vai lembrar de ti, né? E aí colocamos no meu nome.

E assim, os dois entraram na locadora. Loira e com um metro e setenta e oito de altura, Paula com muito custo tentou passar despercebida em um ambiente de três-por-dois, com uma estante no meio. Escolhido o filme, o funcionário pergunta:

Funcionário: No nome de quem?

Bebeto, prontamente: MEU! No meu nome!

Funcionário: Endereço?

Ih, danou-se! Bebeto não mora em Palm Springs, como vai saber o endereço do Hotel?

Bebeto: Ah, coloca aí Hotel do Costinha… Hotel do Costinha, não tem erro!

Desconfiado, o funcionário fitou ao redor e disparou:

Funcionário: Você é a Paula, não é? Pois é, você tá com um dvd meu na tua casa, faz tempo!!

Paula, sem saber muito bem como disfarçar as bochechas de pimentão, respondeu: Er… Ah, é mesmo! Amanhã eu venho aqui devolver esse dvd e já trago o que está lá em casa.

A assim, mais duas semanas se passaram e agora Paula tem dois dvds da Califórnia Films em casa.

Obs. 1: *Os nomes das pessoas e locadoras envolvidas foram alterados para preservar a identidade e o crédito na praça.
Obs.2:   Locadora de filme pirata não merece muito respeito, não é mesmo?
Obs.3: Nenhum dos dois filmes foi assistido. Um porque era ruim, o outro porque pulava.

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Time invicto

Domingo teve um jogo de futebol lá na Grande SS: Time da Casa contra Visitantes.

Os visitantes eram de uma cidade próxima daqui.

Começou o jogo, e os Visitantes fizeram um gol logo no início do primeiro tempo. Revoltados, os torcedores do Time da Casa começaram a vaiar e chingar. Não o seu time, mas os Visitantes.

Antes do final do primeiro tempo, os Visitantes fizeram mais um gol.

Onde já se viu tamanha desfeita?

Ato contínuo, além de vaiar e chingar, os torcedores do Time da Casa começaram jogar pedras, paus, latas de cerveja e tudo o mais que viam em frente…

Resultado: o jogo acabou no primeiro tempo e os Visitantes fugiram da quadra e da cidade antes que o pior acontecesse.

Com o jogo interropido, suponho que o Time da Casa siga invicto no campeonato regional!

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Minha Noite no Havaí

Uma pausa na nossa programação normal para acompanharmos o relato de um incauto aventureiro que teve o previlégio de presenciar um evento de grande importância da cultura local: o Baile do Havaí.


Minha Noite no Havaí


Palms Springs – TO, 01 de novembro de 2008.


Na cidade era só esse o comentário, o Havaí estaria entre nós, me sentia até confortado uma vez que tinha outros planos para a data e as surpresas do destino me fizeram mudar. Muita empolgação geral, a disputa de ingressos chegou até um inédito sequestro de 2 convites com pedido de recompensa por pistas sobre seu paradeiro. Isso mesmo, vou explicar!


Na véspera do evento histórico eu e outros guerreiros da tribo estavamos em um dos bares da cidade quando fomos abordados pela organização do baile no Havaí. Ávidos como sempre por um programa de gosto duvidoso, movidos pelo fascínio que as diversidadades culturais representam e num ímpeto incontrolável meu amigo adquire logo uma reserva de mesa com direito a 4 entradas que em ato de surpreendente bondade ele distribui entre os irmãos tribais.


Chegada a hora de sair do bar, acabamos por esquecer 2 dos preciosos convites do majestoso evento sobre a mesa que ocupávamos, os quais só notamos a falta no dia seguinte. Retornamos então ao local do desaparecimento e abordamos com uma sutileza digna da polícia carioca a moça que gentilmente nos atendia na noite anterior.


” Sim, confesso que fiquei com um deles, o outro um homem que levou!” Questionou então o assessor jurídico da tribo neste caso fazendo papel do lendário Cap. Nascimento. “Então, você vai devolver ele?” E a resposta: “posso até devolver, mas o que vocês me darão em troca como recompensa.” Pronto, estava caracterizado o primeiro pedido de resgate por um ingresso de festa que se tem notícia no Brasil! Para encerrar o caso entendemos que a recompensa (na verdade um castigo) seria a mesma ficar com o ingresso pra ela e assim o fizemos.


Chegou a hora!! Rumo ao Havaí, a comitiva dos guerreiros da tribo parte em 3 veículos numa sensacional carreata que muitos canditados a prefeito invejariam… Ainda nas proximidades do local nos confraternizamos com outros companheiros de eventos tribais, estavam presentes alguns dos Ava-lagazuis* e a cacique da tribo Ipekrenak*.


Na entrada recebi um colar ” havaiano” ridículo que mais caracteriza os nativos da Polinésia, mas tudo bem… Nota 6 para a organização no quesito fantasia. Esse grau de exigência com tudo que estou adquirindo tá me fazendo lembrar de uma amiga da tribo Dumondoxacali** que fica buscando a perfeição e inclusive esse hábito de ficar escrevendo… Temo ficar igual, isso deve ser contagioso. Falando nela, foi embora nesse momento, seduzida pelos prazeres e facilidades que a civilização branca (e loira) oferece e com isso perderá todos os bônus do Programa Funai de Milhagens.


Entramos! O local quente e abafado com apenas uma saída me fez de verdade sentir no Havaí e na sensação que seus habitantes devem ter nas erupções vulcânicas e evacuação das áreas. Nota 9 para a organização no quesito harmonia com o enredo.


Não podia faltar uma mesa de frutas e lá estava, notei logo a ausência de abacaxis (o Havaí tem um dos maiores índices de produtividade do mundo). Não tinha abacaxi mas tinha a nectarina e as maçãs, de clima sub temperado, os havaianos devem conhecer só por foto. Nota 2 em alegoria e adereços e mais uma vez me lembro da minha amiga exigente.


O clima havaiano estava muito bem, o único movimento que eu fazia de levar o copo até a boca me fazia suar em bicas. Logo descobrimos o melhor, mais confortável e mais disputado local da festa: o lado de fora.


Chamada para a banda, “Meninos da Cohab” (deve ser a sigla para Conjunto Havaiano do Brasil) e entramos novamente nas áreas em erupção para acompanhar. O som estridentende e sem acústica alguma associado aos havaianos que se esbaldavam em danças mesmo com o risco de uma desidratação eminente era tudo que eu precisava, que eu precisava para decidir voltar para casa (de onde não sei se devia ter saído). Notas 3 para bateria e 4 em evolução.


E até o próximo já anunciado para dia 22/11: “Fest Funk”… Na entrada o que receberemos? Uma camisa do Vasco, um colete a prova de balas ou uma corrente para o pescoço?

Autor desconhecido

*piada interna.

**sim, sou eu.

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Receitas do norte

Está preocupado com a Dengue? Começou o inverno e tá pensando em se vacinar contra a gripe? Seus problemas acabaram! Aqui no TOCA, os velhos sábios receitam seus remédios caseiros contra os mais temidos vírus!

Anote aí:

Remédio para a dengue

Chá de carapiá ( Dorstenia multiformis )

Para a maior eficácia do remédio, deve-se tomar no mínimo dois litros do chá por dia. [se não curar, pelo menos já hidrata, não é?]
Palavra de quem testou o produto:

– Olha, na hora que eu tomei não fez muito efeito, não. Mas depois de dois tylenol foi tiro e queda!

Remédio para a gripe

Chá de caixa de marimbondo com terra de cupinzeiro de sambaíba.
Palavra de quem testou o produto:

– Você viu cobo eu belhorei dé?

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Artista do interior do Tocantins assume posto de Jeremias no YouTube

Lembra do Jeremias (“Muito Louco”) do YouTube? Então esqueça. Seu posto agora é ocupado por um artista de rua de Palmeirópolis, no interior do Tocantins. Maiconay é a nova revelação do site de vídeos do Google que se tornou celeiro de celebridades instantâneas.

Em seu “hit”, ele aparece entoando canções de dance music. O vídeo ganhou diferentes versões e está fazendo com que sua figura ocupe a lacuna deixada por Jeremias, que hoje processa por danos morais nove empresas de comunicação, duas pessoas físicas e uma loja de camisetas.

Maiconay canta versões de músicas como “The Rhythm of The Night”, do projeto Corona, e “Tough Girl”, de Martine, incluindo em sua performance danças e efeitos sonoros feitos com a própria boca.

Reprodução
Maiconay ganhou fama no YouTube cantando versões
Maiconay ganhou fama no YouTube cantando versões “embromation” de hits

O artista (que no site também é chamado de Maicow nay, Maicow nite e outras variações) ganhou versões legendadas de seus vídeos, sobreposta a clipes e até “coreografia” feita pelos usuários do site.

Denise Ferreira, uma das “descobridoras” da nova celebridade de Palmeirópolis, conta que Maiconay já faz parte do folclore da cidade há algum tempo. “Canta há alguns anos no aniversário da cidade e tudo”, diz. No YouTube também é possível encontrar vídeos com os shows.

“Ele chega carregando uma sacola de supermercado meio amassada e pergunta “quer comprar um CD que eu gravei”?”, diz Ferreira, que mudou para a cidade no ano passado e resolveu contribuir para difundir o ícone do cenário pop palmeiropolense.

Em um outro vídeo, em que um usuário do site faz uma entrevista com o cantor, Maiconay afirma que apreendeu a cantar vendo TV e que já vendeu mais de 500 CDs.

O artista também ganhou fama em inúmeros blogs pela rede, que remetem aos vídeos postados no YouTube. O vídeo original, publicado em novembro do ano passado, foi visto mais de 18 mil vezes no site. O clipe (“Maicow Nite vs Corona”), por sua vez, já tem mais de 43 mil visualizações.

Confira in loco